Início da Página:


Karin Narloch Ruoso - Economia Doméstica - Pesquisa sobre brinquedos indígenas


Menu de Acessibilidade:

Karin Narloch Ruoso - Economia Doméstica

Menu de Ferramentas:

Conteúdo da Página:

Pesquisa sobre brinquedos indígenas

CULTURA

Primeiro estudo do gênero no mundo descobre jogos complexos e uma rica variedade de brincadeiras
Os índios broros da Aldeia Meruri, no Mato Grosso, trazem em sua tradição um jogo de origem inca, o adugo, que exige acurado raciocínio estratégico. Os canela, do Maranhão, são bons num quebra-cabeça conhecido como anel africano. Como eles, outros povos têm jogos, brinquedos e brincadeiras particulares de suas culturas e, até pouco tempo atrás, desconhecidos fora das aldeias.

Agora é possível conhecer este repertório do universo lúdico indígena.

Um grupo de pesquisadores concluiu uma expedição que começou pelos kamaiurás, em novembro passado, e seguiu percorrendo as tribos boboro, pareci, canela, ticuna, maioruna, manchineri e guarani. As descobertas foram registradas detalhadamente e compõem o primeiro estudo sobre o tema em todo o mundo. Professores poderão ensinar as crianças e os próprios índios poderão saber como se brinca nas outras aldeias.

Nesta terça-feira, os organizadores da expedição lançam em Brasília, no Ministério da Educação, um kit de jogos, brinquedos e brincadeiras que será distribuído a pelo menos 20 mil escolas, principalmente nas escolas indígenas de todo o País. O kit inclui um livro para crianças, um guia para professores e peças de alguns jogos, como o adugo, com explicações sobre como jogar. Além disso, 500 cópias do video-documentário da expedição serão distribuídas.


Tesouro
"O que foi levantado é um tesouro nacional", conforme atestou o professor Irving Finkel, especialista em jogos do Museu Britânico, que acompanhou os estudos. “Queríamos não só conhecer e registrar coisas, mas também saber se entre os índios há jogos mais sofisticados, e esta foi a nossa principal constatação”, lembra o chefe da expedição, Maurício Lima.

Lima é um estudioso dos jogos e brincadeiras do mundo e tem em Belo Horizonte uma empresa, a Origem, que fabrica peças para vários jogos antigos. Ele lançou a idéia da expedição e logo ganhou apoio de organizações internacionais, além do patrocínio da Bosch, que aplicou cerca de R$ 500 mil via Lei Rouanet.


Royalties
No ano que vem, a Origem vai lançar no mercado uma linha de jogos e brinquedos indígenas, com livro e documentário, pagando os devidos royalties para os índios que tiverem suas tradições transformadas em produtos. “Talvez isso também ajude a evitar o desaparecimento destas tradições”, avalia Lima.

Nesta terça-feira, os ministros Tarso Genro (Educação) e Gilberto Gil (Cultura) participam do lançamento dos kits. A solenidade será no auditório do edifício-sede do MEC e terá a participação de um coral composto por dez mulheres e um cantor da aldeia Escalvado, dos índios Canela, do Maranhão.

Noolhar.com - O Povo

04/05/2004

Imprimir texto Enviar esse texto por e-mail

Últimas


Selo de funcionalidades

As notícias deste site são veiculadas através de um canal rss! O que é isso?

Menu de Acessibilidade:

Fim da página